Eu estava em Tigre, que é uma cidade na Argentina da província de Buenos Aires e fica a uma hora da capital. A cidade é linda para passar um dia e aproveitar o passeio pelo rio que leva até o Museu de Arte de Tigre, um dos mais bonitos que já visitei entre os diversos países por onde passei. Depois de caminhar metade do dia, eu e uma amiga fomos parar em um restaurante para almoçar. Afinal estávamos com fome depois de caminhar tanto. Mas foi aí que presenciei uma coisa que nunca tinha visto antes no atendimento de um restaurante.


Leia também: Argentina: 5 coisas que eu gostaria que me contassem
A procura por um lugar para almoçar
Fui olhar no celular um lugar próximo para não precisarmos caminhar tanto. Ainda bem que eu estava com internet porque ficou mais rápido achar um lugar. Assim que achei, eu e minha amiga nos sentamos nos lugares que ficavam do lado de fora do restaurante, em uma calçada ampla. A garçonete veio com o menu e o deixou na mesa para que pudéssemos escolher o nosso almoço.
Não demoramos muito para decidir o que iríamos comer. Então, ficamos esperando a garçonete, que era a única do restaurante, voltar para anotar os pedidos e finalmente matarmos a nossa fome de turistas que tinham caminhado por algumas horas naquela manhã.
A espera ficou cada vez maior
Continuamos aguardando e nada. A garçonete não saía de dentro do restaurante e nem conseguíamos avistá-la para dar algum sinal para que voltasse. Ficamos ali só esperando, o tempo passando e a fome aumentando. É ruim esperar algo com fome, né?
Olhamos mais uma vez para dentro do restaurante e nada de a garçonete voltar. Acho que já tinham se passado uns 20 minutos. Aí decidimos que era melhor ir para outro lugar por causa da demora no atendimento, ainda mais em um lugar onde não havia muitas pessoas. Só me lembro de um homem em uma mesa. Talvez esse fosse o sinal de que o atendimento não atraía muitas pessoas para aquele estabelecimento.
Finalmente descobrimos como a garçonete estava ocupada
Peguei a minha mochila, minha amiga pegou a dela e nos levantamos. Quando estávamos saindo e olhamos mais de perto, ainda da calçada, vimos que a garçonete estava cantando e dançando uma música que estava tocando no rádio.
Aí entendemos o motivo de tanta demora no atendimento e fomos procurar outro lugar para almoçar. Não me senti mal de ter saído de lá, afinal a garçonete estava passando muito bem.
Leia também: Campina Grande: por que foi o pior São João que fui?
Não perca os mais lidos!
Adriano Ferreira
Sou apaixonado por viagens e por descobrir lugares sem pressa. Depois de conhecer 13 países, deixei de lado a correria dos roteiros tradicionais e adotei um estilo de vida nômade inspirado no slow travel. Ao longo dessa jornada, já vivi em diferentes regiões do Brasil, explorando cada destino com mais profundidade, tempo e conexão com a cultura local. Hoje, sigo sempre em busca da próxima aventura, podendo ser rápida ou prolongada.
Aqui eu compartilho dicas, notícias, curiosidades e experiências boas ou nem tão boas, mas reais, que podem ajudar você a planejar viagens mais agradáveis, seja para um fim de semana ou uma grande jornada.
