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BlaBlaCar: por que evito? Como sofri um acidente assustador em viagem

O BlaBlaCar é um aplicativo que faz a intermediação entre motoristas que já vão viajar para determinado destino e passageiros que procuram uma alternativa às rodoviárias. Eu já utilizei o serviço algumas vezes e, durante um período, ele foi uma opção interessante para economizar nas viagens. No entanto, depois de uma experiência assustadora e de outras situações desagradáveis, decidi evitar ao máximo esse tipo de transporte.

Os primeiros sinais de que algo não estava certo

Tudo começou quando decidi viajar de São Paulo para Curitiba utilizando o BlaBlaCar. O trajeto dura cerca de oito horas de carro. O primeiro sinal ruim foi o atraso do motorista. Ele chegou a aproximadamente mais de uma hora depois do horário combinado. Quando finalmente apareceu, ainda comentou que havia pago R$ 25 de estacionamento, como se eu tivesse alguma responsabilidade por esse custo. O detalhe é que não existe necessidade de entrar em um estacionamento para buscar passageiros na Rodoviária do Tietê.

Hoje, olhando para trás, percebo que aqueles já eram sinais de alerta. Mesmo assim, resolvi ignorar minha intuição e seguir viagem…

estrada
Caminho para praia de Coqueirinho, na Paraíba. Nem toda estrada é tranquila como essa. Imagem: arquivo pessoal
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A chuva transformou tudo em um pesadelo

Durante o percurso começou a chover muito. A pista ficou extremamente molhada e escorregadia. Percebi que o motorista fazia algumas mudanças de faixa de maneira um pouco brusca. Talvez em um dia de pista seca aquilo nem chamasse tanta atenção, mas, com aquela chuva intensa, comecei a sentir que as manobras estavam ficando perigosas.

Até que aconteceu o pior…

O carro começou a girar no meio da rodovia

Em determinado momento, não sei exatamente o que aconteceu, mas o carro simplesmente perdeu o controle e começou a rodar no meio da pista. Foi um dos maiores sustos que já passei na vida. Ainda bem que eu estava usando o cinto de segurança, porque comecei a ser lançado de um lado para o outro dentro do veículo enquanto ele girava descontroladamente. Tudo isso acontecia em uma rodovia por onde caminhões passavam em alta velocidade.

Naquele instante senti um medo enorme. Me senti completamente vulnerável e achei que poderia sofrer um acidente muito grave.

As batidas e o alívio de continuar vivo

Enquanto deslizava pela pista molhada, o carro bateu algumas vezes na mureta. Quando gritei “Jesus!”, na mesma hora o veículo deu uma última batida, aparentemente encostando em alguma parte de um caminhão, saiu da pista e acabou subindo um barranco às margens da rodovia.

Foi naquele momento que percebi que estávamos são e salvos!! Graças a Deus!!!

O caminhoneiro parou imediatamente para verificar o que havia acontecido. Apesar do acidente, ninguém se machucou gravemente. Tivemos apenas algumas batidas leves no corpo e saímos sem nenhum ferimento sério.

A espera pela assistência

Pouco tempo depois chegou uma ambulância. Explicamos tudo o que havia acontecido. A parte dianteira do carro estava bastante danificada e ainda levaria algumas horas até que a assistência e o seguro do carro chegassem para iniciar todos os procedimentos. Já era por volta das 22 horas. Ainda bem que o motorista tinha seguro do carro. Eu estava sem nenhum seguro viagem, se precisasse não iria ter suporte, por isso que vale a pena pensar melhor na possibilidade de um seguro.

Como consegui chegar a Curitiba

Depois de conversar com todos, decidimos que o mais sensato seria eu continuar a viagem com o caminhoneiro, que também seguia para Curitiba. O motorista do BlaBlaCar permaneceu no local aguardando a chegada da assistência. Ainda sem conseguir processar tudo o que havia acontecido, segui viagem com o caminhoneiro. Ao chegar próximo a um posto policial em Curitiba, pedi um carro por aplicativo e fui até a hospedagem.

Depois desse dia, nunca mais foi a mesma coisa

Aquele episódio me marcou profundamente. Na época, eu já havia conhecido 11 países e viajado por inúmeras cidades. Nunca tinha passado por uma situação tão perigosa quanto aquela. Depois desse acidente, perdi quase completamente a confiança no BlaBlaCar.

É verdade que, em algumas ocasiões, ainda utilizei o aplicativo para percursos curtos, de cerca de uma hora. Porém, definitivamente decidi que não valia mais a pena insistir nesse tipo de transporte.

Além do acidente, também enfrentei outros problemas ao longo do tempo, como cancelamentos de última hora, atrasos e falta de compromisso por parte de alguns motoristas.

Hoje prefiro pagar um pouco mais caro e viajar de ônibus. Depois daquele susto, passei a valorizar muito mais a previsibilidade e a segurança durante uma viagem. Nunca tive outro problema semelhante e espero sinceramente nunca mais passar por uma situação como aquela.

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Adriano Ferreira
Sobre o autor

Adriano Ferreira

Sou apaixonado por viagens e por descobrir lugares sem pressa. Depois de conhecer 13 países, deixei de lado a correria dos roteiros tradicionais e adotei um estilo de vida nômade inspirado no slow travel. Ao longo dessa jornada, já vivi em diferentes regiões do Brasil, explorando cada destino com mais profundidade, tempo e conexão com a cultura local. Hoje, sigo sempre em busca da próxima aventura, podendo ser rápida ou prolongada.

Aqui eu compartilho dicas, notícias, curiosidades e experiências boas ou nem tão boas, mas reais, que podem ajudar você a planejar viagens mais agradáveis, seja para um fim de semana ou uma grande jornada.

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